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"Tecnológica do Porto ganha Fisco da Lituânia "

in Negócios | 25-01-2018

A tecnologia de uma start-up de nome bizarro do Porto está a correr  o mundo. Em pouco mais de três anos de vida, a PetaPilot já vendeu a sua solução de auditoria digital para grandes grupos nacionais e internacionais, com os mercados externos a representarem já 60% das suas receitas, garantiu o CEO da empresa, Valter Pinho, em entrevista ao Negócios.
A PetaPilot começou por conquistar reguladores e auditores em Portugal, como a Autoridade "Tributária e Aduaneira e a BDO, considerada a quinta maior consultora mundial. Seguiram-se grandes empresas como a Autoeuropa, o grupo Nabeiro e a NÓS, chegando também já a centenas de PME. Partiu entretanto para a Europa Central e região báltica, tendo cravado na Polónia a sua primeira grande lança no exterior. "Fechámos a distribuição da nossa plataforma na Polónia com a Sage, que é uma das maiores 'software-houses' do mundo. Neste momento temos mais de sete mil empresas neste país com o produto Sagee-Audytor, que é 100% tecnologia nacional... e do Norte", gracejou Pinho, exaltando a origem geográfica do produto.
E foi também "em concorrência com os principais `softwares' de auditoria do mundo" que fechou contratos com outros gigantes internacionais, como o grupo Starwoods, dono da cadeia de hotéis Sheraton, e a Omya, multinacional suíça que factura mais de quatro mil milhões de eums, contou o CE0 da PetaPilot.  O maior e mais populoso país báltico foi a sua última conquista. Venceu um concurso do Fisco da Lituânia em parceria com a PwC e urna empresa local (NRD). "Tratou-se de um concurso no valor de aproximadamente 900 mil euros, em que, mais uma vez, a nossa tecnologia e o nosso `know-how'já reconhecido pelas diversas autoridades tributárias, foram suficientes para ultrapassar os restantes consórcios", enfatizou Valter Pinho. Venceu cinco concorrentes nesta disputa, entre os quais estavam "a EY e a KPMG".

O desenvolvimento e o sucesso do Col.bi, a plataforma de auditoria digital da PetaPilot, que analisa e efectua auditorias a milhões de transacções financeiras e comerciais, reduzindo o risco de fraude, está a cargo de uma equipa de apenas 15 pessoas - que deverá chegar" às 50 nos próximos três anos" -,que são maioritariamente provenientes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras (ESTG), que integra o Politécnico do Porto.
Para ficar mais próximo de um ecossistema que agrega licenciaturas em Engenharia lnformática, Sistemas de Informação e Ciências Empresariais, a PetaPilot pretende abrir um centro de desenvolvimento tecnológico em Felgueiras. Uma possibilidade que significa "uma enorme conquista para a própria escola, mas também para  o território do Tâmega e Sousa, que ficariam a ganhar com a captação desta e de outras empresas", considera Carla Pereira, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Empreendedor da ESTG.
Valter Pinho não quis revelar quanto a empresa factura — "a PetaPilot está sob algum sigilo face à entrada de um novo investidor", alegou. Curiosidade: o nome PetaPilot surge da junção parcial de petabyte (que exprime volume de dados) com pilot (piloto). "Na prática, o nome representa a finalidade da plataforma -- dotar as empresas de uma ferramenta para navegar na imensidão das suas transacções", explicou o empresário.

 

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